ALBERT HISTON ALVES CAMELLO; VICENTE XIMENES DA SILVA; SARAI LINDOLFO; MARCELO MARTINS RODRIGUES.
COORPORATIVISMO
Não sou nenhum visionário apenas observador da tendência das circunstâncias. Na postagem anterior disse que poderia ocorrer um ato de coorporativismo com os policiais que investigariam o crime de seu amigo (mais que um colega), pois os investigadores trabalham na mesma delegacia dos acusados.
Desta vez não deu tempo de supor o coorporativismo cometido pelos quatro delinquentes acima em caixa alta. O policial Albert numa atitude covarde agrediu o motorista João Ribeiro Lima que não titubeou e deu parte na delegacia mais próxima.
Agora o texto parece uma prosa de Carlos Drummond de Andrade quando escreveu sabiamente sobre a "Quadrilha".
Sarai que acompanhava Marcelo que ajudou Albert
que agrediu João que suplicou pra Vicente
que ignorou João e ajudou toda quadrilha...
Talvez tenha ficado péssima a prosa. Então vou explicar corretamente. Albert agrediu o motorista João que acionou a polícia para comparecer ao local do crime, porém os dois policiais que compareceram, Sarai e Marcelo, confirmaram na delegacia a versão de Albert que havia sido agredido pelo motorista. Ximenes que era o policial responsável por elaborar a ocorrência não escutou o motorista e como uma vaca de presépio colocou na ocorrência que o motorista João agrediu o policial.
Porém, no local do crime, um posto de gasolina, havia câmeras que registraram o ocorrido mostrando que houve dois crimes: um abuso de autoridade;e, conjuntamente, com crime de quadrilha devido ao coorporativismo.
"QUADRILHA"
"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história " Drummond
"Nenhum ser humano aprenderá nada, a menos que o deseje e que tenha alguma idéia a respeito de sua utilidade e valor" Godwin, anarquista. "É que no fundo, no fundo tudo é pouco, tudo é insignificante. Que eu estivesse a pensar no universo e em relação ao universo o Prêmio Nobel não teria importância nenhuma." Saramago
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Torça para não ser assaltado(a) e muito menos que a polícia descubra!
A cada dia que passa a polícia vem se especializando em eliminar inocente e bandidos. O apoio da sociedade as tais mortes que já foi comentado em artigos anteriores vem diminuindo cada vez mais, com isto me pergunto até quando precisaremos de mortes de inocentes para dar um basta na polícia? Não sei, creio que as famílias que foram lesadas já estejam mobilizadas e os que são solidários também. O grande problema é que numa sociedade capitalista/individualista as pessoas só observam o próprio umbigo e as vezes a dos seus familiares.
Desta vez os policiais assassinaram dois inocentes e três sequestradores, no bairro de Brás de Pina, (para não variar)na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. O delegado Alan Turnowski responsável pela chacina aplaudiu num gesto de aprovação da eficiência de seus assassinos. Tentando ser vidente o Judiciário também aplaudirá a atitude dos assassinos, isto é, se for levado a justiça. Por que não iria, um ingênuo perguntaria?
"Ainda de acordo com Vítor, quando a família foi registrar queixa na delegacia da região, a 38ª DP (Irajá), foi informada que as investigações seriam conduzidas pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), a mesma onde trabalham os policiais que participaram da ação. " G1 CORPORATIVISMO
Infelizmente, o Estado (Governo Cabralzinho) irá tratar estatisticamente o ocorrido. Quando o Estado nos trata desta maneira mostra como somos impotentes na escala individual que o capitalismo tanto lutou para que nos tornassemos e assim seriamos responsáveis pelos nossos próprios atos. Porém na escala comunitária a qual o capitalismo tanto temeu no século XX, não elimina as nossas atitudes indivuais e somos mais representativos em frente aos poderes hegemônicos do capitalismo, sobretudo, o Estado.
Um rápido adendo a respeito do individualismo, o capitalismo sempre tentou nos passar a mensagem de que o indivíduo tem o direito de fazer suas escolhas no decorrer da vida. Contudo, não revela que o modelo desigual de sociedade que interfere nas suas escolhas como ser social. A mídia importantíssima para corroborar a mensagem do capitalismo nos mostra através de telejornais, novelas, seriados etc. que o indivíduo tem uma trajeória totalmente autonoma como ser social.
Em relação ao judiciário não devemos esperar justiça através dele, está mais do que provado que são incompetentes e que seus valores são diferentes em relação ao povo (e salários também).
Agora, além de temermos os assaltantes teremos que temer os assassinos fardados. Ou seja, torça para um policial não desconfiar que você esteja sendo assaltado(a).
Desta vez os policiais assassinaram dois inocentes e três sequestradores, no bairro de Brás de Pina, (para não variar)na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. O delegado Alan Turnowski responsável pela chacina aplaudiu num gesto de aprovação da eficiência de seus assassinos. Tentando ser vidente o Judiciário também aplaudirá a atitude dos assassinos, isto é, se for levado a justiça. Por que não iria, um ingênuo perguntaria?
"Ainda de acordo com Vítor, quando a família foi registrar queixa na delegacia da região, a 38ª DP (Irajá), foi informada que as investigações seriam conduzidas pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), a mesma onde trabalham os policiais que participaram da ação. " G1 CORPORATIVISMO
Infelizmente, o Estado (Governo Cabralzinho) irá tratar estatisticamente o ocorrido. Quando o Estado nos trata desta maneira mostra como somos impotentes na escala individual que o capitalismo tanto lutou para que nos tornassemos e assim seriamos responsáveis pelos nossos próprios atos. Porém na escala comunitária a qual o capitalismo tanto temeu no século XX, não elimina as nossas atitudes indivuais e somos mais representativos em frente aos poderes hegemônicos do capitalismo, sobretudo, o Estado.
Um rápido adendo a respeito do individualismo, o capitalismo sempre tentou nos passar a mensagem de que o indivíduo tem o direito de fazer suas escolhas no decorrer da vida. Contudo, não revela que o modelo desigual de sociedade que interfere nas suas escolhas como ser social. A mídia importantíssima para corroborar a mensagem do capitalismo nos mostra através de telejornais, novelas, seriados etc. que o indivíduo tem uma trajeória totalmente autonoma como ser social.
Em relação ao judiciário não devemos esperar justiça através dele, está mais do que provado que são incompetentes e que seus valores são diferentes em relação ao povo (e salários também).
Agora, além de temermos os assaltantes teremos que temer os assassinos fardados. Ou seja, torça para um policial não desconfiar que você esteja sendo assaltado(a).
Assunto:
Polícia
Ele ainda era mirim
Na Baixa do Sapateiro, uma comunidade carente do Rio de Janeiro, havia um excelente jogador mirim de futebol, porém ao contrário dos maiores jogadores do nosso país este acreditava no futuro ter uma profissão a partir do que estudara. Acordava todos os dias às 6:00 para ir a escola municipal que é próximo a sua casa.
Num dia por nenhum motivo apresentado a sua professora resolveu faltar o trabalho. A diretora da escola sem ter como administrar os 45 alunos que lotam a sala de aula todos os dias, resolveu pedir que voltassem para suas casas.
O jogador mirim voltou contentemente para casa sabendo que poderia exercitar o seu futebol que chegava a atrair os mais velhos da comunidade. Chegou em casa com o estranhamento da mãe e logo foi lhe explicando.
- Mãe, aquela professora faltou novamente e a diretora mandou nós voltarmos para casa.
- E agora, mais uma vez vou trabalhar e você vai ficar na rua, seu mocinho? Não quero escutar que o senhor ficou perto dos caras do movimento, escutou?
- Tá mãe, vou ficar no campinho até a senhora voltar da faxina.
- Acho bom e agora vai comprar um pão pra gente tomar café da manhã.
Morava no segundo andar da casa, pois o primeiro era a casa da sua avó que foi uma das primeiras moradoras da Baixa do Sapateiro. Desceu a escada todo serelepe e quando foi saindo do portão uma bala "perdida" o acertou na cabeça. O barulho do tiro foi tão alto que sua prima (do primeiro andar) que saia para o trabalho resolveu aguardar mais um tempo. A mãe do menino preocupada foi a janela e teve a infelicidade de ver seu filho no chão e deu um grito, por seguinte. A prima reconhecendo o grito da tia resolveu ver o que havia acontecido.
Ninguém acreditava nem os próprios atiradores (os policiais) um deles tentou pegar o corpo do menino para "socorrer", porém qualquer um observava que o tiro havia sido fatal o menino não tinha mais o rosto. A prima vendo a tentativa dos policiais de levarem o corpo, tratou de agarrá-lo e pouco ligou para a cena cirúrgica que acontecia. Um policial chorava próximo ao carro.
[Infelizmente]
Um jornalista informou a prima do menino da história acima dizendo que os policiais alegaram que o menino estava na rua no momento de uma troca de tiros. A prima do menino retrucou com uma pergunta: "Que mãe vai pedir para o seu filho comprar pão na hora do tiroteio?"
Venho registrar de forma literária mais um assassinato de grupos armados financiados, contraditoriamente, por nós. Resolvi registrar este pela maneira trágica do fato e o tratamento diferenciado da sociedade civil organizada (ONG's) e da própria mídia.
A mídia noticiou o caso acima como mais um caso de vítimas de troca de tiros em comunidades carentes e não questionou a polícia, a não ser com "comandante, qual será o procedimento com os policiais que estão sendo acusado de assassinato?", o comandante "nós já recolhemos as armas e estamos apurando".
A socidade civil organizada nada manifestou a respeito, pois esta só se sente incomodada quando a pessoa é minimamente branca e se possível mora no "asfalto".
A pouco tempo o menino João Hélio foi assassinado por marginais menores de idade na zona norte da cidade. O caso foi excessivamente repercurtido na mídia e a sociedade civil organizada voltou ao debate sobre a maioridade penal e como uma parcela da sociedade rica irá sobreviver neste caos. Atualmente, há uma linda praça em Araruama em homenagem ao menino João Hélio.
A poucas semana mais um menino veio a ser assassinado por políciais. Desta vez o policial "confundiu" o carro do bandido e fez vários disparos contra o possível carro só que neste havia duas crianças e uma mãe indefesa. O menino de 3 anos e 11 meses recebeu um tiro na cabeça e morreu na hora. Ana Maria Braga (grande intelectual do Brasil, logo, formadora de opinião) chamou no programa os pais do menino para comentar a absorvição do policial assassino.
No mês de setembro policiais fizeram uma perseguição a um veículo roubado numa avenida da cidade do Rio de Janeiro. Os policiais aproximaram do veículo e não titubearam disparando dezenas de tiros, porém no carro estava o refém. Na remoção do corpo, os policiais não tiveram nenhuma cautela para um possível resgate médico tanto do bandido quanto do refém, os dois foram assassinados no local.
Num dia por nenhum motivo apresentado a sua professora resolveu faltar o trabalho. A diretora da escola sem ter como administrar os 45 alunos que lotam a sala de aula todos os dias, resolveu pedir que voltassem para suas casas.
O jogador mirim voltou contentemente para casa sabendo que poderia exercitar o seu futebol que chegava a atrair os mais velhos da comunidade. Chegou em casa com o estranhamento da mãe e logo foi lhe explicando.
- Mãe, aquela professora faltou novamente e a diretora mandou nós voltarmos para casa.
- E agora, mais uma vez vou trabalhar e você vai ficar na rua, seu mocinho? Não quero escutar que o senhor ficou perto dos caras do movimento, escutou?
- Tá mãe, vou ficar no campinho até a senhora voltar da faxina.
- Acho bom e agora vai comprar um pão pra gente tomar café da manhã.
Morava no segundo andar da casa, pois o primeiro era a casa da sua avó que foi uma das primeiras moradoras da Baixa do Sapateiro. Desceu a escada todo serelepe e quando foi saindo do portão uma bala "perdida" o acertou na cabeça. O barulho do tiro foi tão alto que sua prima (do primeiro andar) que saia para o trabalho resolveu aguardar mais um tempo. A mãe do menino preocupada foi a janela e teve a infelicidade de ver seu filho no chão e deu um grito, por seguinte. A prima reconhecendo o grito da tia resolveu ver o que havia acontecido.
Ninguém acreditava nem os próprios atiradores (os policiais) um deles tentou pegar o corpo do menino para "socorrer", porém qualquer um observava que o tiro havia sido fatal o menino não tinha mais o rosto. A prima vendo a tentativa dos policiais de levarem o corpo, tratou de agarrá-lo e pouco ligou para a cena cirúrgica que acontecia. Um policial chorava próximo ao carro.
[Infelizmente]
Um jornalista informou a prima do menino da história acima dizendo que os policiais alegaram que o menino estava na rua no momento de uma troca de tiros. A prima do menino retrucou com uma pergunta: "Que mãe vai pedir para o seu filho comprar pão na hora do tiroteio?"
Venho registrar de forma literária mais um assassinato de grupos armados financiados, contraditoriamente, por nós. Resolvi registrar este pela maneira trágica do fato e o tratamento diferenciado da sociedade civil organizada (ONG's) e da própria mídia.
A mídia noticiou o caso acima como mais um caso de vítimas de troca de tiros em comunidades carentes e não questionou a polícia, a não ser com "comandante, qual será o procedimento com os policiais que estão sendo acusado de assassinato?", o comandante "nós já recolhemos as armas e estamos apurando".
A socidade civil organizada nada manifestou a respeito, pois esta só se sente incomodada quando a pessoa é minimamente branca e se possível mora no "asfalto".
A pouco tempo o menino João Hélio foi assassinado por marginais menores de idade na zona norte da cidade. O caso foi excessivamente repercurtido na mídia e a sociedade civil organizada voltou ao debate sobre a maioridade penal e como uma parcela da sociedade rica irá sobreviver neste caos. Atualmente, há uma linda praça em Araruama em homenagem ao menino João Hélio.
A poucas semana mais um menino veio a ser assassinado por políciais. Desta vez o policial "confundiu" o carro do bandido e fez vários disparos contra o possível carro só que neste havia duas crianças e uma mãe indefesa. O menino de 3 anos e 11 meses recebeu um tiro na cabeça e morreu na hora. Ana Maria Braga (grande intelectual do Brasil, logo, formadora de opinião) chamou no programa os pais do menino para comentar a absorvição do policial assassino.
No mês de setembro policiais fizeram uma perseguição a um veículo roubado numa avenida da cidade do Rio de Janeiro. Os policiais aproximaram do veículo e não titubearam disparando dezenas de tiros, porém no carro estava o refém. Na remoção do corpo, os policiais não tiveram nenhuma cautela para um possível resgate médico tanto do bandido quanto do refém, os dois foram assassinados no local.
Uma saga policial de colocar inveja em assassino Hollywoodiano
Infelizmente venho escrever a respeito de assassinatos praticados por grupos armados do Estado, também chamado de policia. Mas serei breve desta vez, pois há coisas mais interessantes para escrever.
Há pouco tempo policiais metralharam um carro onde havia duas crianças e uma mãe desesperada que chegou ao ponto de entrar na direção das balas para salvá-las. Mas um policial conseguiu acertar a cabeça de um menino que veio a falecer. Ouvi dizer que foi despreparo dos policiais, não acredito. Não creio que alguém que vive em sociedade e é qualificado como protetor da lei, seja capaz de atirar num carro porque suspeitou que ali tivessem bandidos. Acredito que são dementes educados para matar. Indago-me: aquela parcela da população citada num post anterior pede a morte destes policiais? Não. Pedem a morte de bandidos que, afinal, nascem e moram num lugar diferente e feio do que aqui. Acreditam que seja uma questão cultural.
Surpreendido ou não, escutei no rádio que uma menina foi assassinada por um policial. A circunstância foi parecida com a anterior relatada, ou seja, os policiais deduziram que havia bandidos dentro do carro e com isso assassinaram uma jovem menina.
Extra! Extra! Policiais acabam de matar mais um inocente, desta vez foi da seguinte maneira... opa!... desculpa-me, as circunstâncias são as mesmas: policiais “acharam” que só tivessem bandidos dentro do carro e abriram fogo e depois prestaram socorro de maneira displicente aos feridos.
A polícia do Rio de Janeiro é a que mais mata no Brasil (não sei dados do mundo). Do início do ano até hoje a polícia do Rio matou 243 pessoas, a segunda colocada, com 60 mortes, é a polícia de São Paulo.
O pior é que nada irá mudar. Os policiais que cometeram assassinatos estão cumprindo serviços burocráticos e daqui a pouco estarão de volta “para matar” não se importando com quem é bandido ou inocente.
Pergunto-me: qual a autoridade da policia perante a sociedade? Nenhuma. Pode conseguir, a autoridade, com a política do terror, principalmente, os grupos milicianos que são formados por eles mesmos. Falando em milícia, essa só pode existir com o corporativismo da polícia e é justamente o que acontece.
O engraçado/estranho é que devido a minha demora de uma semana para postar no blog olha o que aconteceu... diversas mortes cometidas por policiais. Torço para que no curto intervalo de postagem não aconteça nenhum “extra”extra”...
Há pouco tempo policiais metralharam um carro onde havia duas crianças e uma mãe desesperada que chegou ao ponto de entrar na direção das balas para salvá-las. Mas um policial conseguiu acertar a cabeça de um menino que veio a falecer. Ouvi dizer que foi despreparo dos policiais, não acredito. Não creio que alguém que vive em sociedade e é qualificado como protetor da lei, seja capaz de atirar num carro porque suspeitou que ali tivessem bandidos. Acredito que são dementes educados para matar. Indago-me: aquela parcela da população citada num post anterior pede a morte destes policiais? Não. Pedem a morte de bandidos que, afinal, nascem e moram num lugar diferente e feio do que aqui. Acreditam que seja uma questão cultural.
Surpreendido ou não, escutei no rádio que uma menina foi assassinada por um policial. A circunstância foi parecida com a anterior relatada, ou seja, os policiais deduziram que havia bandidos dentro do carro e com isso assassinaram uma jovem menina.
Extra! Extra! Policiais acabam de matar mais um inocente, desta vez foi da seguinte maneira... opa!... desculpa-me, as circunstâncias são as mesmas: policiais “acharam” que só tivessem bandidos dentro do carro e abriram fogo e depois prestaram socorro de maneira displicente aos feridos.
A polícia do Rio de Janeiro é a que mais mata no Brasil (não sei dados do mundo). Do início do ano até hoje a polícia do Rio matou 243 pessoas, a segunda colocada, com 60 mortes, é a polícia de São Paulo.
O pior é que nada irá mudar. Os policiais que cometeram assassinatos estão cumprindo serviços burocráticos e daqui a pouco estarão de volta “para matar” não se importando com quem é bandido ou inocente.
Pergunto-me: qual a autoridade da policia perante a sociedade? Nenhuma. Pode conseguir, a autoridade, com a política do terror, principalmente, os grupos milicianos que são formados por eles mesmos. Falando em milícia, essa só pode existir com o corporativismo da polícia e é justamente o que acontece.
O engraçado/estranho é que devido a minha demora de uma semana para postar no blog olha o que aconteceu... diversas mortes cometidas por policiais. Torço para que no curto intervalo de postagem não aconteça nenhum “extra”extra”...
Assunto:
Polícia
E a polícia mata mais um!

Segue a foto ao lado num momento lúdico do policial assassino.
Parece até a primeira página de jornal que espremendo espirra sangue, mas infelizmente é verdade no Rio de Janeiro. A polícia acaba de matar mais um jovem, só que desta vez é um jovem da classe média alta com dupla cidadania. Logo, sua família solicitou a embaixada dos Estados Unidos da América para acompanhar as investigações sobre o crime.
É válido ressaltar que o jovem foi brutalmente assassinado por um policial militar numa boate na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, chamada baronetti. Esta tem seu preço médio de R$100,00 homem e R$50,00 mulher. Ou seja, só freqüentará a boate o homem que tiver R$100,00 para gastar numa noite que dura entorno de 5 horas.
O que me surpreendeu neste caso é que a polícia sempre esteve comprometida com as classes mais altas da sociedade manifestando-se, às vezes, como seguranças particulares. Entretanto, o caso relatado acima não foge a regra, pois o policial assassino estava de “cão de guarda” de uma promotora que no dia resolveu deixar com seu filhote, digo, com seu filho. Mas num ato de selvageria digno de um policial, digo, de um “cão de guarda” (a quem ofendo, desta maneira?) o policial sacou seu “distintivo” e acertou um jovem de 18 anos por trás. Este fato entra em contradição com a construção histórica da polícia pela sociedade porque o trivial é a polícia matar jovens de classe baixa e/ou negros, não o jovem da classe alta, loiro de olhos claros com dupla nacionalidade. Desafio-te a me dizer o último caso de assassinato, por um policial, de um jovem com este último estereótipo.
Enfim, lamento muito o falecimento do jovem e digo que a juventude deveria se pronunciar diante dos últimos fatos ocorridos na nossa sociedade. Não podemos deixar velhos yuppes formarem movimentos do estilo “Viva Rico” que não compreendem os diversos problemas da sociedade na diferença sócio-econômica, acreditando ser uma questão cultural.
Assunto:
Polícia
A polícia é quem mata, mas uma parcela da população a ajuda!*

O recorde da polícia em homicídios em março de 2008 é um exemplo claro de que a solução não virá com mortes, onde representa a ponta mais frágil do iceberg, pois verifica-se que houve um decréscimo na apreensão de armas e drogas.
O pior são os que se iludem afirmando quase que cientificamente que matar bandido é o correto / solução. Acredito que são pessoas que só pensam em si e acham que criminalidade é cultural e não social.
Infelizmente este pensamento não é raro e por incrível que pareça se propaga, confesso que não entendo tal propagação. Pois há décadas esta atitude é tomada e nem por isso a criminalidade diminuiu e pior, estatisticamente, aumentou.
Parece-me que algumas pessoas não vêem certos fatos que visualizo desde pequeno.A reprodução de uma parcela da sociedade que nasce e permanece marginalizada durante toda a sua vida. Faz-me lembrar um livro muito interessante, apesar das críticas, que é o "o que é ideologia?" da Chauí. Onde mostrará que há ideologias impostas que facilitam a reprodução sem crítica da sociedade capitalista. Fazendo uma analogia ao livro, vejo que atualmente o banditismo é uma questão ideológica, ou seja, não é visto a construção histórica destas pessoas que optam (será que optam?) pela "bandidagem".
A construção histórica, que me refiro, desta parcela da população é a capacidade de remeter ao passado e visualizar o que ocorreu para uma população se encontrar desta maneira na sociedade. Se deixarmos a ideologia responder esta questão facilita para surgimento de calúnias do tipo: "falta de vergonha na cara", talvez vergonha ele tenha por isso rouba; "quer dinheiro fácil", garanto que não é, assim como não é o da prostituta". Com estas calúnias formadas a partir de ideologias favorecem o aparecimento de jargões do gênero: "bandido bom é bandido morto"; "bandido tem que morrer".
Não sou simpatizante dos bandidos, mas tenho a sã consciência de que atitudes impensadas não ajudam para a solução dos problemas. Não adianta me acuasar de que sou “defensor” dos Direitos Humanos para bandidos (sou defensor para todos os humanos), pois acredito que também este clichê faz parte de uma ideologia. Porque as pessoas pronunciam este clichê e não tem a mínima capacidade de saber o que diz respeito os Direito Humanos, por exemplo, um deficiente físico recorre aos Direitos Humanos para solicitar seus direitos.
Enfim, precisamos de reflexões inteligentes sobre o tema. Não há mais espaço numa sociedade que tem facilidade de acesso a informação continuar com preconceitos. Meditem senhores...
* prefiro colocar a palavra "parcela" para não generalizar, apesar de que em alguns casos não tem como fugir da deficiente generalização.
Assunto:
Polícia
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